Inicio minhas postagens, com um artigo que escrevi para o Jornal da OAB - Cascavel, em 2006, com o meu colega Matheus Zanatta. Estávamos vivendo sobre a crise do mensalão e a espera de novas eleições.
Nada mudou, o país continua sem rumo....e a partir de 2011, espero que o novo Presidente, tenha coragem e condições de mudar (algo) neste país.
Brasil: temos futuro?
Luiz Carlos Olegini Vasconcellos
Matheus Lima Zanatta
Desde o início do pensamento político, analisamos o termo “Democracia”. Parece uma palavra tão fácil de ser interpretada, tão límpida, tão “popular”. Um regime político, onde o povo governaria para o povo. Porém, no Brasil isso acontece?
O ato de votar é ótimo, nos traz o sentimento de cidadania e de orgulho, refletindo no desejo de mudanças. Entretanto, no Brasil isso acontece?
Vivemos em uma sociedade que se baseia na Justiça e na moral, prevalecendo às leis. Uma comunidade extremamente positivista, rigorosa e que busca cumprir o que lhe foi imposto. Seria, um Contrato Social?
Entretanto, a cada dia o povo distancia-se mais dos seus governantes, ou os seus governantes distanciam-se do povo (onde esse “trabalha” para os seus familiares, que prosseguem secularmente na política)? Com a eleição próxima, os slogans de candidatos que mais ficam em evidência, são aqueles que “clamam” pelo povo. Mas o que eles fazem em troca do seu voto?
A cada semana, novos acontecimentos surgem no cenário político, e não vemos punições, além de demonstrarem que “não sabiam de nada”, mesmo que o fato, tenha surgido dentro do “Palácio do Povo”, que foi construído com os seus impostos (exorbitantes) e a insistência dos brasileiros de um país melhor. Somos ingênuos?
A população não pode ser conivente. Cansamos de demagogos e populistas que desmoralizam a esperança. Há décadas, comentam que o Brasil é o país do futuro? Mas, qual futuro? Qual destino? A do terror de organizações criminosas ou do desespero de desempregados? A falta de infra-estrutura na educação ou na Saúde corrompida por “sanguessugas”? São tantas perguntas sem respostas.
Não podemos nos abster nas eleições, porque é ser conivente. Porque é isso que eles precisam para continuar no poder. A crise deve acabar, pelo menos um dia ela deve ser eliminada do dicionário político ou econômico brasileiro. A política deve existir “sem mãos sujas”, ao contrário do que disseram “pseudo-intelectuais”.
Ou enfrentamos ou não teremos futuro. O brasileiro deve julgar os seus governantes nas urnas, contudo, ela deve ser informada dos acontecimentos e não sonegada de informações que podem mudar as eleições. Com uma imprensa isenta e livre, como deve ser um sistema democrático. Podemos avançar no ranking internacional, deixando de ser os “lanterninhas”. E não precisamos, que o Congresso Nacional seja fechado, para que isso aconteça, como surgiu a notícia nos últimos dias.
Enfim, é necessário lembrar e relembrar de promessas, de “ética”, de comportamento, e principalmente do passado dos postulantes. Pois, devemos deixar de ser um país onde políticos dançam e fazem escárnio com absolvições de seus pares. Um país, sem ideologia e desmoralizado, extinguindo o “jeitinho brasileiro”, como se fosse orgulho agir e viver dessa maneira.
